14 de maio de 2015

Antítese, Eufemismo e Gradação

FIGURAS DE LINGUAGEM
Antítese
Aproximação de termos ou frases que se opõem pelo sentido.
Ex: "Neste momento todos os bares estão repletos de homens vazios" (Vinicius de Moraes)
Obs.: Paradoxo ideias contraditórias num só pensamento, proposição de Rocha Lima ("dor que desatina sem doer" Camões)

Eufemismo
Consiste em "suavizar" alguma ideia desagradável
Ex: Ele enriqueceu por meios ilícitos. (roubou), Você não foi feliz nos exames. (foi reprovado)
Obs.: a autora Rocha Lima propõe uma variação chamada litote afirma-se algo pela negação do contrário. (Ele não vê, em lugar de Ele é cego; Não sou moço, em vez de Sou velho). Para Bechara, alteração semântica.

Gradação
Apresentação de ideias em progressão ascendente (clímax) ou descendente (anticlímax)

Ex: "Nada fazes, nada tramas, nada pensas que eu não saiba, que eu não veja, que eu não conheça perfeitamente."

Pontuação

PONTUAÇÃO
Ponto-final (.) - usado no final de frases declarativas, de orações ou de períodos. Marca pausas longas.
Ex.: Anita viajou para Santos. Levou consigo todas as suas joias.
Vírgula (,) - usado para marcar pausas de breve duração entre os termos de oração e entre orações de um mesmo período. Nos casos mais comuns usamos a vírgula para separar:
a) vocativo - Ex.: — Como vai, Ricardo?
b) aposto - Ex.: Moisés, o caçula, sai cedo de casa.
c) adjuntos adverbiais - Exs.: Em meados de março, meu tio voltou de Itu.
A neve cai sobre a cidade, impiedosamente.
d) termos de enumeração - Ex.: Comprei bananas, maçãs, pêras e abacaxis.
e) nomes de lugar nas datas e endereços -
Ex.: Embu, 24 de maio de 1996.
Rua Santa Luzia, 26.
CUIDADO: não se deve usar a vírgula entre:
a) o sujeito e o predicado - Ex.: Os operários trabalham o dia todo.
b) o verbo e seus complementos - Ex.: Eu tenho novidades para você.
c) o nome e o seu complemento - Ex.: O meu amor à pátria é maior do que tudo.
Dois-pontos (:) - pausa maior que a da vírgula e serve para:
a) Introduzir a fala do interlocutor (neste caso, usa-se também o travessão).
Ex.: Maria disse:
—Vou embora, José.
b) Introduzir uma citação. Ex.: Como diria meu pai :"Seja honesto e tudo sairá sempre bem.".
c) Introduzir uma enumeração explicativa.
Ex: Para a viagem não podemos esquecer de levar: blusas, repelentes, lanternas, colchonetes e escovas de dentes.
Ponto-de-interrogação (?) - usado nas frases interrogativas, indicando uma mudança na entonação.
Ex.: Você voltará ainda hoje?
Ponto-de-exclamação (!) - usado nas frases exclamativas.
Ex.: Ué! Você não volta hoje?
Todos para o chão! É um assalto!
Reticências (...) - indicam interrupção da fala. Empregam-se para:
a) Indicar que o sentido vai além do que já foi expresso.
Ex.: Se você não voltar já aqui...
b) Indicar uma dúvida ou hesitação.
Ex.: Ou ele está preso ou está morto...
c) Indicar que algumas partes de uma citação foram suprimidas. Nesse caso aparecem entre parênteses.

Ex.: "Maria Rita voltou à sala. Seu padrinho a esperava perto da porta. Sua mãe hesitou em entregá-la de imediato (...) e quando todos se despediram, ela foi a única que conteve o choro."

Sujeito

SUJEITO
O sujeito tem a característica de concordar com o verbo, salvo raríssimas exceções. Vejamos agora quais os tipos de sujeito existentes e como eles são caracterizados para que possamos identificá-los.
SUJEITO SIMPLES: possui apenas um núcleo e este vem exposto.
Exemplos:
- Deus é perfeito!
- A cegueira lhe torturava os últimos dias de vida.
- Pastavam vacas brancas e malhadas.
SUJEITO COMPOSTO: possui dois ou mais núcleos que também vêm expressos na oração.
Exemplos:
- As vacas brancas e os touros pretos pastavam.
- A cegueira e a pobreza lhe torturavam os últimos dias de vida.
- Fome e desidratação são agravantes das doenças daquele povo.
SUJEITO OCULTO: também chamado de sujeito elíptico ou desinencial, é determinado pela desinência verbal e não aparece explícito na frase. Dá-se, por isso, o nome de sujeito implícito.
Exemplos:
- Estamos sempre alerta para com os aumentos abusivos de preços. (sujeito: nós)
- Quero que meus pais cheguem de viagem o mais rápido possível. (sujeito: eu)
- Os pais terminaram a reunião. Foram embora logo em seguida. (sujeito: os pais - oculto apenas na segunda frase)
SUJEITO INDETERMINADO: Este tipo de sujeito não aparece explícito na oração por ser impossível determiná-lo, apesar disso, sabe-se que existe um agente da ação verbal.
Exemplos:
1- verbo na 3ª pessoa do plural
- Dizem que a família está falindo. (alguém diz, mas não se sabe quem)
- Disseram que morreu do coração.
2- verbo na 3ª pessoa do singular + se (índice de indeterminação do sujeito)
- Precisa-se de mão de obra especializada. (não se pode determinar quem precisa)
SUJEITO INEXISTENTE: também chamado de oração sem sujeito, é designado por verbos que não correspondem a uma ação, como fenômenos da natureza, entre outros.
Exemplos:
a- Verbos indicando Fenômeno da Natureza
- Choveu na Argentina e fez sol no Brasil.
- Geou toda a tarde na cidade de Gramado.
b- verbo haver no sentido de existir ou ocorrer
- Houve um grave acidente na avenida principal.
- Há pessoas que não valorizam a vida.
c- verbo fazer indicando tempo ou clima
- Faz meses que não a vejo.
- Faz sempre frio nessa região do estado.
d- verbo SER, indicando horas (o verbo concorda com a palavra hora/horas)

- São duas horas.
- É uma hora.

Denotação e Conotação

DENOTAÇÃO E CONOTAÇÃO
DENOTAÇÃO – são as palavras sendo empregadas no seu significado literal, usual, comum, próprio.
Ex.: A corrente estava pendurada na porta.
corrente- cadeia de metal, grilhão (Dicionário /Aurélio)
CONOTAÇÃO - uso figurado, diferente daquele empregado no dia a dia, depende do contexto em que a palavra está inserida.
Ex.: "A gente vai contra a corrente.
Até não poder resistir." (Chico Buarque)
corrente  - o sistema político ou financeiro

Denotação
Conotação
As ovelhas são animais gregários, sensíveis e inteligentes.
“Eu sou, Senhor, ovelha desgarrada...” (Gregório de Matos)
Meu avô fará uma cirurgia no coração.
João mora no coração da Amazônia.
Queimei a mão ao preparar o almoço.
“Sinto que o tempo sobre mim abate sua mão pesada.” (Carlos Drummond de Andrade)