11 de agosto de 2015

ORTOGRAFIA - TURMA 72



X/CH
O mesmo ocorre com as letras X / CH. Veja as regras do X para saber quando você deve empregá-lo em uma palavra:
1- depois de ditongo, utiliza-se o x:
ameixa, caixa, feixe, peixe, paixão, ...
2- depois da silaba inicial en-, utiliza-se o x:
enxada, enxaqueca, enxergar, enxoval, enxuto, ...
3- há algumas exceções, como:
encher, enchente, encharcar
4- Após inicial me-:
México, mexido, mexerico, ...

Nos seguintes vocábulos emprega-se o dígrafo CH:
1. As palavras que apresentam AN-, ON-, IN- antes deste som:
• Gancho, mancha, concha, guincho,...
 2. Palavras de origem latina:
• Chave, cheirar, chuva,...
 3, Palavras do francês e do espanhol:
• Chapéu, chefe, flecha, chorrilho, mochila,...
 4. Palavras do alemão e do inglês:
• Charuto, cheque, sanduíche, chope,...

G/J e S/Z


As letras G e J terão a mesma pronúncia quando seguidos das vogais E e I.

J
G
• Nas formas verbais terminadas em –jar:
viajar – arranjar – despejar

• Nas palavras de origem tupi, africana ou árabe:
jiboia – pajé – manjericão – Moji – canjica

• Nas palavras derivadas de outras que já apresentam a letra “j”
cereja – cerejeira
laranja – laranjeira
loja – lojinha
• Para os substantivos terminados em –agem, -igem, -ugem:
miragem – coragem - barragem – ferrugem - vertigem – fuligem – origem – aragem
 
• Para as palavras terminadas em: -ágio, -égio, -ígio, -ógio, -úgio:
contágio – privilégio- litígio – relógio – refúgio – pedágio, régio, prestígio.
S
Z
1) Nas palavras derivadas de outras que já apresentam s no radical
Exemplos:
análise- analisar
catálise- catalisador
casa- casinha, casebre
liso- alisar
 
2) Nos sufixos -ês e -esa, ao indicarem nacionalidade, título ou origem
Exemplos:
burguês- burguesa
inglês- inglesa
chinês- chinesa
milanês- milanesa
 
3) Nos sufixos formadores de adjetivos -ense, -oso e -osa
Exemplos:
catarinense
gostoso- gostosa
amoroso- amorosa
palmeirense
gasoso- gasosa
teimoso- teimosa
 
4) Nos sufixos gregos -ese, -isa, -osa
Exemplos:
catequese, diocese, poetisa, profetisa, sacerdotisa, glicose, metamorfose, virose    
 
5) Após ditongos
Exemplos:
coisa, pouso, lousa, náusea
 
6) Nas formas dos verbos pôr e querer, bem como em seus derivados
Exemplos:
pus, pôs, pusemos, puseram, pusera, pusesse, puséssemos
quis, quisemos, quiseram, quiser, quisera, quiséssemos
repus, repusera, repusesse, repuséssemos
 
7) Nos seguintes nomes próprios personativos:
Baltasar, Heloísa, Inês, Isabel, Luís, Luísa, Resende, Sousa, Teresa, Teresinha, Tomás
 
8) Nos seguintes vocábulos:
abuso, asilo, através, aviso, besouro, brasa, cortesia, decisão, despesa, empresa, freguesia, fusível, maisena, mesada, paisagem, paraíso, pêsames, presépio, presídio, querosene, raposa, surpresa, tesoura, usura, vaso, vigésimo, visita, etc.
1) Nas palavras derivadas de outras que já apresentam z no radical
Exemplos:
deslize- deslizar
razão- razoável
vazio- esvaziar
raiz- enraizar
cruz-cruzeiro
 
2) Nos sufixos -ez, -eza, ao formarem substantivos abstratos a partir de adjetivos
Exemplos:
inválido- invalidez
limpo-limpeza
macio- maciez
frio- frieza
nobre- nobreza
pobre-pobreza
rígido- rigidez
surdo- surdez
 
3) Nos sufixos -izar, ao formar verbos e -ização, ao formar substantivos
Exemplos:
civilizar- civilização
hospitalizar- hospitalização
colonizar- colonização
realizar- realização
 
4) Nos derivados em -zal, -zeiro, -zinho, -zinha, -zito, -zita
Exemplos:
cafezal, cafezeiro, cafezinho, arvorezinha, cãozito, avezita
 
5) Nos seguintes vocábulos:
azar, azeite, azedo, amizade, buzina, bazar, catequizar, chafariz, cicatriz, coalizão, cuscuz, proeza, vizinho, xadrez, verniz, etc.
 
6) Nos vocábulos homófonos, estabelecendo distinção no contraste entre o S e o Z
Exemplos:
cozer (cozinhar) e coser (costurar)
prezar( ter em consideração) e presar (prender)
traz (forma do verbo trazer) e trás (parte posterior)

12 de julho de 2015

ORAÇÕES COORDENADAS

Alunos das turmas 81 e 82:
Aqui estão os links de vídeos aulas sobre orações coordenadas que estão disponíveis na Internet. Assistam e bom reforço!

https://www.youtube.com/watch?v=44qmTgioX1I

https://www.youtube.com/watch?v=KSKvIOGJxS8

PREDICADO VERBAL

Alunos da turma 72
Aqui estão alguns links de vídeos aulas que estão na internet sobre Predicado Verbal. Vejam e bom reforço!


https://www.youtube.com/watch?v=RVhCJoUlFh8

1 de junho de 2015

ORAÇÕES COORDENADAS


Quanto à classificação das orações coordenadas, temos dois tipos: Coordenadas Assindéticas e Coordenadas Sindéticas.
Coordenadas Assindéticas
São orações coordenadas entre si e que não são ligadas através de nenhum conetivo. Estão apenas justapostas.
Coordenadas Sindéticas
Ao contrário da anterior, são orações coordenadas entre si, mas que são ligadas através de uma conjunção coordenativa. Esse caráter vai trazer para esse tipo de oração uma classificação em cinco tipos: aditivas, adversativas, alternativas, conclusivas e explicativas.
 

Aditivas

Estabelecem, em relação à oração anterior, uma ideia de acréscimo, adição.
  • Principais: e, nem, mas também, como (após "não só"), como ou quanto (após "tanto"), ainda, outros sim, mais, etc.
Exemplos:
  • Vou almoçar e jantar na casa do João.
  • Eu e João vamos ao cinema.

 Adversativas

Indicam uma relação de oposição,como contraste ou compensação, entre as unidades ligadas.
  • Principais: mas, porém, todavia, contudo, entretanto, no entanto, não obstante, senão, etc.
Exemplo: Eu queria ir à praia, mas estava a chover.

 Alternativas

Como o seu nome indica, expressam uma relação de alternância, seja por incompatibilidade dos termos ligados ou por equivalência dos mesmos.
  • Principais: ou… ou, ora… ora, já… já, quer… quer, seja… seja, nem… nem, etc.
Exemplo: Ora quer ir à praia, ora quer ir ao shopping.

 Explicativas

Expressam a relação de explicação, razão ou motivo.
  • Principais: que, porque, porquanto, por, como, pois, ou seja, isto é.
Exemplo: Fui à praia, pois o shopping estava lotado.

 Conclusivas

Indicam  relação de conclusão.
  • Principais: pois (proposto ao verbo), logo, portanto, então, por conseguinte, por consequência, assim, desse modo, destarte, com isso, por isto, consequentemente, de modo que, por.
Exemplo: João e eu fomos namorar, portanto, não devemos voltar logo.

PREDICADO VERBAL


É o termo da oração que afirma alguma coisa sobre o sujeito e apresenta um verbo significativo como núcleo (VI, VTD, VTI, VTDI, respectivamente verbo intransitivo, verbo transitivo direto, verbo transitivo indireto e verbo transitivo direto e indireto) que normalmente concorda com o sujeito em número e pessoa.

Por exemplo:

Eles revelaram toda a verdade para a filha.

Predicado Verbal

 

Outros exemplos:

A - O dia escureceu. (núcleo do predicado verbal = escureceu)

B - Geou muito nos estados do sul do país. (núcleo do predicado verbal = geou)

C - Ocorreu um incidente naquela rua. (núcleo do predicado verbal = Ocorreu)

A antiga casa foi demolida. (núcleo do predicado verbal = demolida)

Obs.: no último exemplo há uma locução verbal de voz passiva, o que não impede o verbo ‘demolir’ de ser o núcleo do predicado.

1. TRANSITIVIDADE DOS VERBOS:

TRANSITIVOS DIRETOS

Não possuem sentido completo, logo precisam de um complemento (objeto). Esses complementos (sem preposição) são chamados de objetos diretos.

Ex.: Maria comprou um livro.

"Um livro" é o complemento exigido pelo verbo. Ele não está acompanhado de preposição. "Um livro" é o objeto direto. Note que se disséssemos: "Maria comprou." a frase estaria incompleta, pois quem compra, compra alguma coisa. O verbo comprar é transitivo direto.

 

TRANSITIVOS INDIRETOS

Também não possuem sentido completo, logo precisam de um complemento, só que desta vez este complemento é acompanhado de uma preposição. São chamados de objetos indiretos.

Ex. Gosto de filmes.

"De filmes" é o complemento exigido pelo verbo gostar, e ele está acompanhado por uma preposição (de). Este complemento é chamado de objeto indireto. O verbo gostar é transitivo indireto

 

TRANSITIVOS DIRETOS E INDIRETOS

Exigem dois complementos: um com preposição e outro sem.

Ex. O garoto ofereceu um livro ao colega.

*O verbo oferecer é transitivo direto e indireto. Quem oferece, oferece alguma coisa a alguém.

**Ofereceu alguma coisa = Um brinquedo (sem preposição – objeto direto).
***Ofereceu para alguém = ao colega (com preposição – objeto indireto).
****ao = combinação da preposição a com o artigo definido o.

14 de maio de 2015

Antítese, Eufemismo e Gradação

FIGURAS DE LINGUAGEM
Antítese
Aproximação de termos ou frases que se opõem pelo sentido.
Ex: "Neste momento todos os bares estão repletos de homens vazios" (Vinicius de Moraes)
Obs.: Paradoxo ideias contraditórias num só pensamento, proposição de Rocha Lima ("dor que desatina sem doer" Camões)

Eufemismo
Consiste em "suavizar" alguma ideia desagradável
Ex: Ele enriqueceu por meios ilícitos. (roubou), Você não foi feliz nos exames. (foi reprovado)
Obs.: a autora Rocha Lima propõe uma variação chamada litote afirma-se algo pela negação do contrário. (Ele não vê, em lugar de Ele é cego; Não sou moço, em vez de Sou velho). Para Bechara, alteração semântica.

Gradação
Apresentação de ideias em progressão ascendente (clímax) ou descendente (anticlímax)

Ex: "Nada fazes, nada tramas, nada pensas que eu não saiba, que eu não veja, que eu não conheça perfeitamente."

Pontuação

PONTUAÇÃO
Ponto-final (.) - usado no final de frases declarativas, de orações ou de períodos. Marca pausas longas.
Ex.: Anita viajou para Santos. Levou consigo todas as suas joias.
Vírgula (,) - usado para marcar pausas de breve duração entre os termos de oração e entre orações de um mesmo período. Nos casos mais comuns usamos a vírgula para separar:
a) vocativo - Ex.: — Como vai, Ricardo?
b) aposto - Ex.: Moisés, o caçula, sai cedo de casa.
c) adjuntos adverbiais - Exs.: Em meados de março, meu tio voltou de Itu.
A neve cai sobre a cidade, impiedosamente.
d) termos de enumeração - Ex.: Comprei bananas, maçãs, pêras e abacaxis.
e) nomes de lugar nas datas e endereços -
Ex.: Embu, 24 de maio de 1996.
Rua Santa Luzia, 26.
CUIDADO: não se deve usar a vírgula entre:
a) o sujeito e o predicado - Ex.: Os operários trabalham o dia todo.
b) o verbo e seus complementos - Ex.: Eu tenho novidades para você.
c) o nome e o seu complemento - Ex.: O meu amor à pátria é maior do que tudo.
Dois-pontos (:) - pausa maior que a da vírgula e serve para:
a) Introduzir a fala do interlocutor (neste caso, usa-se também o travessão).
Ex.: Maria disse:
—Vou embora, José.
b) Introduzir uma citação. Ex.: Como diria meu pai :"Seja honesto e tudo sairá sempre bem.".
c) Introduzir uma enumeração explicativa.
Ex: Para a viagem não podemos esquecer de levar: blusas, repelentes, lanternas, colchonetes e escovas de dentes.
Ponto-de-interrogação (?) - usado nas frases interrogativas, indicando uma mudança na entonação.
Ex.: Você voltará ainda hoje?
Ponto-de-exclamação (!) - usado nas frases exclamativas.
Ex.: Ué! Você não volta hoje?
Todos para o chão! É um assalto!
Reticências (...) - indicam interrupção da fala. Empregam-se para:
a) Indicar que o sentido vai além do que já foi expresso.
Ex.: Se você não voltar já aqui...
b) Indicar uma dúvida ou hesitação.
Ex.: Ou ele está preso ou está morto...
c) Indicar que algumas partes de uma citação foram suprimidas. Nesse caso aparecem entre parênteses.

Ex.: "Maria Rita voltou à sala. Seu padrinho a esperava perto da porta. Sua mãe hesitou em entregá-la de imediato (...) e quando todos se despediram, ela foi a única que conteve o choro."

Sujeito

SUJEITO
O sujeito tem a característica de concordar com o verbo, salvo raríssimas exceções. Vejamos agora quais os tipos de sujeito existentes e como eles são caracterizados para que possamos identificá-los.
SUJEITO SIMPLES: possui apenas um núcleo e este vem exposto.
Exemplos:
- Deus é perfeito!
- A cegueira lhe torturava os últimos dias de vida.
- Pastavam vacas brancas e malhadas.
SUJEITO COMPOSTO: possui dois ou mais núcleos que também vêm expressos na oração.
Exemplos:
- As vacas brancas e os touros pretos pastavam.
- A cegueira e a pobreza lhe torturavam os últimos dias de vida.
- Fome e desidratação são agravantes das doenças daquele povo.
SUJEITO OCULTO: também chamado de sujeito elíptico ou desinencial, é determinado pela desinência verbal e não aparece explícito na frase. Dá-se, por isso, o nome de sujeito implícito.
Exemplos:
- Estamos sempre alerta para com os aumentos abusivos de preços. (sujeito: nós)
- Quero que meus pais cheguem de viagem o mais rápido possível. (sujeito: eu)
- Os pais terminaram a reunião. Foram embora logo em seguida. (sujeito: os pais - oculto apenas na segunda frase)
SUJEITO INDETERMINADO: Este tipo de sujeito não aparece explícito na oração por ser impossível determiná-lo, apesar disso, sabe-se que existe um agente da ação verbal.
Exemplos:
1- verbo na 3ª pessoa do plural
- Dizem que a família está falindo. (alguém diz, mas não se sabe quem)
- Disseram que morreu do coração.
2- verbo na 3ª pessoa do singular + se (índice de indeterminação do sujeito)
- Precisa-se de mão de obra especializada. (não se pode determinar quem precisa)
SUJEITO INEXISTENTE: também chamado de oração sem sujeito, é designado por verbos que não correspondem a uma ação, como fenômenos da natureza, entre outros.
Exemplos:
a- Verbos indicando Fenômeno da Natureza
- Choveu na Argentina e fez sol no Brasil.
- Geou toda a tarde na cidade de Gramado.
b- verbo haver no sentido de existir ou ocorrer
- Houve um grave acidente na avenida principal.
- Há pessoas que não valorizam a vida.
c- verbo fazer indicando tempo ou clima
- Faz meses que não a vejo.
- Faz sempre frio nessa região do estado.
d- verbo SER, indicando horas (o verbo concorda com a palavra hora/horas)

- São duas horas.
- É uma hora.

Denotação e Conotação

DENOTAÇÃO E CONOTAÇÃO
DENOTAÇÃO – são as palavras sendo empregadas no seu significado literal, usual, comum, próprio.
Ex.: A corrente estava pendurada na porta.
corrente- cadeia de metal, grilhão (Dicionário /Aurélio)
CONOTAÇÃO - uso figurado, diferente daquele empregado no dia a dia, depende do contexto em que a palavra está inserida.
Ex.: "A gente vai contra a corrente.
Até não poder resistir." (Chico Buarque)
corrente  - o sistema político ou financeiro

Denotação
Conotação
As ovelhas são animais gregários, sensíveis e inteligentes.
“Eu sou, Senhor, ovelha desgarrada...” (Gregório de Matos)
Meu avô fará uma cirurgia no coração.
João mora no coração da Amazônia.
Queimei a mão ao preparar o almoço.
“Sinto que o tempo sobre mim abate sua mão pesada.” (Carlos Drummond de Andrade)

23 de abril de 2015

TRABALHO Nº 02 PARA AS TURMAS 72, 81 E 82

O texto abaixo deve ser lido para abordagem a seguir:


CICLO HIDROLÓGICO







O causador deste fenômeno é um processo chamado Ciclo Hidrológico, através do qual as águas do mar e dos continentes se evaporam, formam nuvens e voltam a cair na terra sob a forma de chuva, neblina e neve. Depois escorrem para rios, lagos ou para o subsolo formando os importantes aquíferos subterrâneos, e aos poucos correm de novo para o mar mantendo o equilíbrio no sistema hidrológico do planeta (clique na foto para detalhes).

A água somente passa a ser perdida para o consumo basicamente graças à poluição e à contaminação, nunca devido ao assoreamento como muitos dizem. São estes fatores que irão inviabilizar a reutilização, causando uma redução do volume de água aproveitável da Terra.

O Brasil é altamente privilegiado em termos de disponibilidade hídrica global. Nós temos um volume médio anual de 8.130 km3, que representa um volume per capita de 50.810 m3/hab. ano. Estes números devem ser encarados com uma certa reserva pois a distribuição de água no Brasil, como veremos adiante, também é bastante irregular. A Amazônia, o lugar mais rico em água potável superficial de todo o Planeta está distante dos grandes centros urbanos nacionais.

Conclusão 1: O gerenciamento da água é que deve ser considerado o grande problema e não seu "desaparecimento". Desta forma quando o Governo tenta culpar o usuário pelo consumo excessivo de água está, na realidade, confessando a sua incapacidade em suprir este excesso de água no presente e, possivelmente, no futuro. O cidadão pode e deve evitar perdas desnecessárias do produto, mas não deve, sob hipótese nenhuma, ser responsabilizado pela falta de água. A única forma de inviabilizar a água para o consumo é a contaminação da mesma por poluentes. Portanto cabe, mais uma vez as autoridades criar leis severas que punam exemplarmente aqueles que poluem e contaminam as águas.

Como é consumida a água?

"A rã não bebe toda a água do tanque onde mora" - Provérbio indígena norte-americano

Existem diferentes cálculos sobre a quantidade diária de água que um ser humano necessita para viver adequadamente. Alguns levam em consideração apenas o imprescindível para matar a sede, cozinhar e tomar banho; outros incluem o necessário para a limpeza de roupas e espaços.

Esses cálculos variam de 25 litros a 50 litros diários, o que indicam volumes de 9.125 litros a 18.250 litros por pessoa ao ano.

Ocorre que o volume de reserva de água doce por pessoa vem diminuindo com o passar do tempo, conforme podemos observar na tabela abaixo:

A realidade, entretanto, exige mais água: para cultivar uma horta, para o trato de animais domésticos, para o cuidado especial de doentes, para a limpeza pública e de locais de trabalho... E o desenvolvimento tecnológico cria novas necessidades, como as máquinas de lavar roupas e louças ou os automóveis. Veja, abaixo, a média do consumo em litros de água para algumas atividades do cotidiano:

Organização das Nações Unidas (ONU), por meio da Organização para Alimentação e Agricultura (FAO) classificou os países em cinco categorias. Para isso levou em consideração o volume de água renovável dividido pelo tamanho da população, começando por um mínimo de 1 milhão de litros para cada uma.

Na categoria escassez, estão os países nos quais há menos de 1 milhão de litros por pessoa anualmente — são os que se encontram em pior situação. Na categoria “água no limite” estão os países que possuem entre 1 milhão e 1,7 milhão de litros por pessoa ao ano.

O Brasil está no melhor grupo, com mais de 10 milhões de litros de água doce disponível por habitante anualmente, mas as maiores reservas estão no norte, longe das grandes cidades.

Atualmente, entre os 6 bilhões de habitantes do mundo, 500 milhões já vivem no pior grupo, em países do norte da África (como o Egito, a Líbia e a Argélia) e na Península Arábica (como a Arábia Saudita, a Síria e a Jordânia).

A Índia, com cerca de 1 bilhão de habitantes, está no grupo de “água no limite”, e a China, com mais de 1 bilhão, no grupo de “água insuficiente”.

A ONU calcula que, no ano 2050, o mundo terá uma população de 8,9 bilhões de pessoas, das quais 4 bilhões viverão em países com escassez crônica de água, o pior grupo. Nesses países, a escassez de água poderá provocar problemas graves na saúde pública e inviabilizar o crescimento da economia e a geração de empregos.

Para conseguir abastecer-se de água, os países que sofrem com a escassez utilizam diferentes métodos: o transporte por caminhões, por navios tanques e também em gigantescos sacos plásticos arrastados por navios.

O consumo de água no planeta é que ditará as políticas de gerenciamento da água.

O consumo de água per capita varia de país para país e de lugar para lugar. Alguns exemplos abaixo.

Na tabela acima observamos que o consumo é significativamente maior nos países desenvolvidos quando comparados ao Brasil. No Brasil o maior consumo per capita é observado no Distrito Federal que é ainda 33% menor que o consumo médio do Canadá.

O principal uso de água é, sem dúvida nenhuma, na agricultura. As águas públicas, que precisam tratamento e transporte tem uma distribuição diferente. Aproximadamente 60% desta água será usada para fins domésticos, 15% para fins comerciais e 13% em indústrias. O restante para fins públicos e outras necessidades.

No Brasil o consumo de água per capita multiplicou-se por mais de dez ao longo do século 20. Mesmo assim existem milhões de cidadãos sem acesso a água de qualidade. Da mesma forma milhões de casas não tem rede de esgotos.

É necessário um investimento significativo, por parte das autoridades, neste setor. Se este investimento não for efetuado, em pouco tempo teremos o caos social derivado pela falta d'água. Neste caso o grande culpado será, mais uma vez, a falta de previsão e de investimentos do setor público e não o cidadão.

Já, nos outros países onde além do problema de gerenciamento existe a falta de reservas de água o problema poderá ser, realmente, gravíssimo no futuro próximo.

A tecnologia mais promissora é a dessalinização da água dos mares e lagos salgados, que pode ser feita por meio da filtragem ou da destilação da água em usinas. De 1980 ao ano 2000, o preço do metro cúbico de água do mar dessalinizada diminuiu de 5,50 dólares para 55 centavos de dólar, e este parece ser o método que será o mais adotado.

Outras soluções são a cobertura de encostas e áreas com plásticos para a captação de orvalho e chuva e seu armazenamento em cisternas, além do tratamento da água usada para ser reutilizada, a chamada água de reúso.

A água no Brasil

O nosso país, conforme dito, é privilegiado. Temos gigantescas reservas de água praticamente em todos os Estados com exceção dos situados no semi-árido do Nordeste.

Isso não é nenhuma novidade!

O que a maioria não sabe é que existem reservas simplesmente gigantescas, maiores ainda que aquelas contidas nos rios e lagos de superfície. São as reservas dos aquíferos subterrâneos.

O Brasil detém 11,6% da água doce superficial do mundo. Os 70% da água disponível para uso estão localizadas na Região Amazônica, que representa apenas 7% da população do País. Enquanto que os 30% restantes distribuem-se desigualmente pelo País, para atender os 93% restantes. Estima-se que 51% do abastecimento de água no Brasil são feitos por captações subterrâneas através de 200.000 poços tubulares e mais de 1 milhão de poços/cacimbas. A ausência de controle sobre as diversas atividades do homem (práticas domésticas, agrícola e comercial) modificadoras dos mecanismos de reposição natural da água, principalmente dos recursos hídricos subterrâneos, denotam a importância da regulamentação e controle sobre os nossos recursos.

No Brasil, 92,7% das residências têm rede da água potável segundo dados do Ministério das Cidades. "Mas no nordeste o sistema de abastecimento não consegue garantir água todo dia", diz o diretor da Agência Nacional de Águas, Benedito Braga. No que diz respeito à rede de esgoto, a situação é oposta. Apenas 37,7% dos domicílios estão ligados à rede de coleta. O resto é lançado nos rios e no mar. É essa poluição - somada aos dejetos industriais - que está na base da crise da água. Atualmente, estima-se que haja 120 mil km³ de água contaminada no mundo - uma quantidade maior do que o total existente nas dez maiores baciais hidrográficas do planeta. Se o ritmo de contaminação não se alterar, o número pode chegar aos 180 mil km³ em 2050. Segundo a ONU, um litro de água com dejetos contamina oito litros de água pura. "De todas as crises sociais e naturais que os seres humanos devem enfrentar, a dos recursos hídricos é a que mais afeta a nossa própria sobrevivência e a do planeta", afirma o diretor geral da Unesco, Koichiro Matsuura.

A grande reserva Brasileira de água: os aquíferos subterrâneos

Lembre-se que no ciclo hidrológico, uma parte da água superficial penetra nas rochas permeáveis formando vastos lençóis freáticos também chamados de aquíferos.

O maior aqüífero conhecido do mundo, O AQÜÍFERO GUARANI, está localizado em rochas da Bacia Sedimentar do Paraná e ocupa uma área de mais de 1,2 milhões de km2. Este super-aquífero estende-se pelo Brasil, (Goiás, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul com 840.000 Km²), Paraguai (58.500 Km²), Uruguai (58.500 Km²) e Argentina, (255.000 Km²).

Este aqüífero pode conter mais de 40 mil quilômetros cúbicos de água o que é superior a toda a água contida nos rios e lagos de todo o planeta. Somente este fato poderia significar que o abastecimento de água Brasileiro estaria garantido , sem reciclagem e reaproveitamento por milhares e milhares de anos...imagine então se fizermos uma reciclagem, tratamento e reaproveitamento eficientes...teremos água para todo o sempre.

Estima-se que por ano o Aquífero Guarani receba 160 quilômetros cúbicos de água adicional vindas da superfície. Este é um ponto que pode ser considerado um problema ou uma solução. Se estas águas superficiais estiverem contaminadas o aquífero será terrivelmente atingido.

A água do Guarani já abastece muitas comunidades nos Estados do Sul-Sudeste do País.

Reservatórios subterrâneos de água potável são conhecidos em todos os terrenos e regiões do Brasil. Mesmo no semi-árido do Nordeste existem gigantescos reservatórios. Somente um deles possui um volume de 18 trilhões de metros cúbicos de água disponível para o consumo humano, volume este suficiente para abastecer toda a atual população brasileira por um período de, no mínimo, 60 anos isso sem reciclagem ou reaproveitamento desta água.

O potencial de descoberta de novos aquíferos, inclusive maiores do que o próprio Guarani é muito grande. É só lembrar que 3/4 dos 8,5 milhões de quilômetros quadrados da superfície Brasileira correspondem a Bacias Sedimentares como a do Paraná. Todas estas bacias contém unidades sedimentares porosas e permeáveis que podem formar excelentes aquíferos de dimensões continentais.

Em sondagens profundas (>400m) na Bacia do Amazonas (PA) podemos constatar esta verdade. Intersectamos um gigantesco aqüífero com artesianismo que até hoje fornece água ininterrupta à comunidade da Transamazônica. Este reservatório, ainda não mapeado, foi intersectado em poucos furos distantes dezenas de quilômetros o que dá uma idéia de seu volume.

Mais interessante ainda é que os aquíferos tem uma água pura, sem poluentes ou contaminantes podendo ser utilizada diretamente para consumo. Em outras palavras uma água barata e pura que não necessita de tratamento.

Conclusão 2: O Brasil tem, provavelmente, as maiores reservas de água do mundo. Estas reservas estão distribuídas em todo o Território Nacional. O mapeamento dos principais mananciais subterrâneos do Brasil deve ser uma prioridade. Mais ainda é fundamental que seja monitorada a qualidade da água que penetra nos aquíferos evitando, por intermédio de pesadas multas, a poluição e contaminação desta água o que pode comprometer um dos maiores bens do País.

Reservas alternativas de água

A única maneira de acabar com a água da Terra é acabando com o planeta.

A água está presente em praticamente todos os ambientes conhecidos. Na atmosfera, na superfície, nos aquíferos subterrâneos, nos seres vivos, nas emanações vulcânicas e também na maioria das rochas.

As rochas da crosta terrestre são ricas em minerais hidratados. Se alguém tiver interesse em calcular a quantidade de água encerrada na estrutura de minerais formadores de rocha verá que o volume é simplesmente imenso. É lógico que , nas condições atuais essas reservas são apenas teóricas, já que o custo da extração desta água será muito elevado e anti-econômico. No entanto esta tecnologia poderá ser útil na conquista de planetas com pouca água como Marte.

Soluções mais óbvias que estão sendo ou serão praticadas em breve são:

Dessalinização: A dessalinização das águas do mar e de aquíferos subterrâneos com salinidade elevada será a solução para vários países que tenham o capital, a tecnologia e o acesso à água salgada. Infelizmente a água potável gerada por estas usinas ainda será um produto caro e, naturalmente inacessível a muitos.

Tratamento de águas servidas: No processo de gerenciamento de águas este é um ponto fundamental. Os países mais desenvolvidos estão investindo pesado nesse campo. No Brasil cidades como Brasília estão se destacando no tratamento e reaproveitamento dessas águas.

Captação das águas da chuva: Em países com estações chuvosas é possível maximizar os reservatórios e estoques de água pelo uso inteligente da água de precipitação.

Por exemplo: somente a água que é precipitada na Grande S. Paulo durante os meses de janeiro a março é superior em volume a todo o consumo desta cidade em um ano. Este exemplo é válido para quase todos os locais onde existem estações chuvosas.

Precipitação média mensal (mm) em São Paulo no período 1961-1990

Conclusão final: A água da terra não está acabando. Na realidade a água da superfície terrestre pode estar aumentando pela adição de água vulcânica. O valor da água deverá aumentar consideravelmente pois existem países carentes que terão que utilizar tecnologias caras ou importar água de países ricos. O Brasil não deverá ter problema de falta de água se os governantes investirem adequadamente no gerenciamento, armazenagem, tratamento e distribuição das águas. Evitar a poluição das águas deve ser considerada a prioridade número um dos Governantes.

In: http://www.brasilescola.com/geografia/era-apocaliptica.html
 
Escreva para entregar na sala de aula no dia 05 de maio durante a aula um parágrafo sobre a importância da água para cada pessoa. O texto deverá ter no máximo 5 linhas. Não se esqueça do título. Bom trabalho - ATIVIDADE EXTRA.