20 de abril de 2017

PREDICADOS

RECUPERAÇÃO DE CONTEÚDO
TURMAS 201, 202, 203
PREDICADO VERBAL
PREDICADO NOMINAL
PREDICADO VERBO-NOMINAL

Predicado Verbal: É o termo da oração onde se encontra o verbo e o que diz do sujeito. Vamos ao exemplo: 
                                              O galo canta. 
 
O sujeito da oração é "o galo". Aquilo que se diz do galo é o predicado dessa oração, ou seja, "canta" é o predicado. Nesse exemplo, podemos observar que o predicado é formado por um verbo intransitivo - o verbo cantar, que tem sentido completo. 
Vamos a uma outra situação, dessa vez expressa por um ditado popular.  
                                 De grão em grão, a galinha enche o papo. 
 
O sujeito da oração é "a galinha" e tudo que se diz sobre ela é o predicado. Ou seja "de grão em grão, enche o papo". Nesse caso, o verbo do predicado é um verbo transitivo direto - o verbo encher, que pede um complemento, o chamado objeto direto: "o papo"
Mais um exemplo.  
                                                O cravo brigou com a rosa. 
 
Como o sujeito dessa oração é "o cravo", todo o resto é o predicado: "brigou com a rosa". O predicado é expresso por um verbo transitivo indireto - o verbo brigar. Ele pede um complemento, um objeto indireto. O complemento do verbo transitivo indireto sempre se liga ao verbo por uma preposição (com).  
O predicado também pode ser expresso por um verbo transitivo direto e indireto, ou bitransitivo, conforme alguns gramáticos nomeiam. Vejamos:  
                                               Ele contou o segredo a todos. 
 
O sujeito é "ele" e o verbo do predicado é "contar". Trata-se de um verbo que tem dois complementos: um objeto direto ("o segredo") e um objeto indireto ("a eles").  Alguém conta algo a outro. 

Nos quatro exemplos que analisamos, o predicado estava expresso por verbos. Quando o núcleo do predicado é um verbo, temos um predicado verbal que pode ser um verbo intransitivo ou transitivo. O verbo transitivo, por sua vez, pode ser transitivo direto ou indireto.  

Resumindo:
Predicado Verbal 
a) verbo intransitivo.                                  Ele sorriu. 
b) verbo transitivo direto.                          Ele observava a paisagem. 
c) verbo transitivo indireto.                        Ele falou de Rosita. 
d) verbo transitivo direto e indireto.           Ele ensinou a lição ao aluno. 
 

Predicado nominal 
Há casos, porém, em que o núcleo do predicado não é um verbo. A declaração que se faz sobre o sujeito não está contida no verbo (ou seja, o mais importante não é que a galinha "enche", ou que o galo "canta"), mas um substantivo ou adjetivo (que chamamos de "nomes") que se seguem ao verbo. 
                                            A galinha do vizinho é mais gorda. 
 
O sujeito é "a galinha do vizinho". O núcleo do predicado não está contido no verbo ("é"), mas no adjetivo - "gorda". "Gorda" é o nome que se liga ao sujeito através de um verbo de ligação. "Gorda" é o predicativo do sujeito. O verbo de ligação tem a função de ligar o predicativo ao sujeito. 

Verbos de ligação 
O verbo de ligação pode indicar o tipo de relação que existe entre sujeito e predicativo. Os verbos de ligação mais freqüentes são: "ser", "estar", "ficar", "parecer", "permanecer" e "continuar". Além deles, vários outros verbos podem servir como verbo de ligação. 
Vamos analisar as orações abaixo: 
a) Joaquim é louco. 
b) Joaquim parece louco. 
c) Joaquim fica louco. 
d) Joaquim anda louco. 

 
Predicado verbo-nominal 
Vamos observar a seguinte oração: 
                                                Maria chegou esbaforida. 
 
Verificamos que o predicado possui dois núcleos. O primeiro é constituído pelo verbo intransitivo "chegou" e o segundo é constituído pelo adjetivo "esbaforida". Dizemos que o predicado é verbo-nominal, pois tem um núcleo verbal e outro nominal. Nesse caso, o predicativo refere-se ao sujeito, ou seja, "esbaforida" refere-se a "Maria". Temos um predicativo do sujeito. Observe agora uma outra situação. 
                                               O júri julgou o réu culpado.  
 
O verbo transitivo ("julgou"), um objeto ("o réu") e um predicativo ("culpado") aparecem aqui. Temos um predicado verbo-nominal. Ele tem dois núcleos: um verbo e um adjetivo. 
Se observarmos com mais cuidado, veremos algo importante. Nesse caso, o predicativo não se refere ao sujeito, mas sim ao objeto direto ("culpado" refere-se a "réu"). "Culpado" é um predicativo do objeto. 

13 de abril de 2017

PRONOMES

TURMAS 81 E 82 - ATIVIDADE EXTRA

PRONOMES PESSOAIS são termos que substituem ou acompanham o substantivo. Servem para determinar as pessoas do discurso, que são:
1ª pessoa............a que fala
2ª pessoa............com quem se fala
3ª pessoa............de quem se fala

Os pronomes pessoais classificam-se em retos e oblíquos:
São pronomes retos, quando atuam como sujeito da oração.

                  Singular   Plural          Exemplo:
1ª pessoa   eu           nós                  Eu escrevo todos os dias.
2ª pessoa   tu           vós                  Tu também tens lido?
3ª pessoa   ele/ela   eles/elas          Será que ela lê também?

Pronomes oblíquos átonos: me, te, o, a, lhe, se, nos, vos, os, as, lhes.

PRONOMES POSSESSIVOS - Indicam posse. Estabelece relação da pessoa do discurso com algo que lhe pertence.
                         Singular                         Plural
1ª pessoa          meu(s), minha(s)       nosso(s), nossa(s)
2ª pessoa          teu(s), tua(s)                 vosso(s), vossa(s)
3ª pessoa          seu(s), sua(s)                

PRONOMES DEMONSTRATIVOS – Indicam a posição de um ser ou objeto em relação às pessoas do discurso.
1ª pessoa este(s), esta(s), isto.................se refere a algo que está perto da pessoa que fala.
2ª pessoa esse(s), essa(s), isso................se refere a algo que esta perto da pessoa que ouve.
3ª pessoa aquele(s), aquela(s), aquilo......se refere a algo distante de ambos.

PRONOMES INDEFINIDOS – São imprecisos, vagos. Se referem à 3ª pessoa do discurso.
Podem ser variáveis (se flexionando em gênero e número) ou invariáveis.
São formas variáveis: algum(s), alguma(s), nenhum(s),nenhuma(s), todo(s), toda(s), muito(s), muita(s), pouco(s), pouca(s), tanto(s), tanta(s), certo(s), certa(s), vário(s), vária(s), outro(s), outra(s), certo(s), certa(s), quanto(s), quanta(s), tal, tais, qual, quais, qualquer, quaisquer...

São formas invariáveis: quem, alguém, ninguém, outrem, cada, algo, tudo, nada..

PRONOMES INTERROGATIVOS – São empregados para formular perguntas diretas ou indiretas. Podem ser variáveis ou invariáveis.

Variáveis: qual, quais, quanto(s), quanta(s).
Invariáveis: que, onde, quem...

PRONOMES RELATIVOS – São os que relacionam uma oração a um substantivo que representa. Também se classificam em variáveis e invariáveis.

Variáveis: o(a) qual, os(as) quais, quanto(s), quanta(s), cujo(s), cuja(s).
Invariáveis:que, quem, onde.

PORQUES

TURMA 71 E 72 - ATIVIDADE DE REFORÇO

O porque pode se apresentar de quatro maneiras distintas. De forma sintética:
PORQUE - usado para explicações;
PORQUÊ - empregado com o sentido de 'motivo';
POR QUE - usado em interrogações ou quanto for possível substituir por 'pelo qual';
POR QUÊ - empregado no final de frases interrogativas, antes da pontuação.

Respectivamente:
Não irei porque está chovendo.
Sei o porquê desta conversa.
Por que irás à casa de Maria?
Tenho que dormir por quê?

SUBSTANTIVOS

TURMAS 71 E 72 - ATIVIDADE EXTRA
Substantivo é uma palavra que nomeia coisas e seres reais ou imaginários. Tudo o que existe, ao ser nomeado, essa palavra é classificada como substantivo. Exemplo: casa, mesa, árvore, porta, cachorro, pá, anjo, etc.
O substantivo é classificado em comum, próprio, abstrato ou concreto, respectivamente: casa, Porto Alegre, saudade, porta.
Porém, também o dividimos em grupos pela sua formação, simples, composto, primitivo ou derivado, respectivamente: chuva, guarda-chuva, pedra, pedreiro.

Leia este fragmento retirado do texto de Leonardo Brasiliense e perceba quantidade de substantivos:
Solidariedade
Numa esquina da avenida mais movimentada, às sete da noite, o sinal fica verde, entretanto a carroça do papeleiro não se mexe. Os motoristas começam a buzinar. O papeleiro agita as rédeas, faz um som esquisito com a boca, e nada adianta. O cavalo empacou...
(em Corpos sem pressa, Casa Verde, 2000)