TURMAS 201, 202, 203
PREDICADO VERBAL
PREDICADO NOMINAL
PREDICADO VERBO-NOMINAL
Predicado Verbal: É o termo da oração onde se encontra o verbo e o que diz do sujeito. Vamos ao exemplo:
O galo canta.
O sujeito da oração é "o galo". Aquilo que se diz do galo é o predicado dessa oração, ou seja, "canta" é o predicado. Nesse exemplo, podemos observar que o predicado é formado por um verbo intransitivo - o verbo cantar, que tem sentido completo.
Vamos a uma outra situação, dessa vez expressa por um ditado popular.
De grão em grão, a galinha enche o papo.
O sujeito da oração é "a galinha" e tudo que se diz sobre ela é o predicado. Ou seja "de grão em grão, enche o papo". Nesse caso, o verbo do predicado é um verbo transitivo direto - o verbo encher, que pede um complemento, o chamado objeto direto: "o papo".
Mais um exemplo.
O cravo brigou com a rosa.
Como o sujeito dessa oração é "o cravo", todo o resto é o predicado: "brigou com a rosa". O predicado é expresso por um verbo transitivo indireto - o verbo brigar. Ele pede um complemento, um objeto indireto. O complemento do verbo transitivo indireto sempre se liga ao verbo por uma preposição (com).
O predicado também pode ser expresso por um verbo transitivo direto e indireto, ou bitransitivo, conforme alguns gramáticos nomeiam. Vejamos:
Ele contou o segredo a todos.
O sujeito é "ele" e o verbo do predicado é "contar". Trata-se de um verbo que tem dois complementos: um objeto direto ("o segredo") e um objeto indireto ("a eles"). Alguém conta algo a outro.
Nos quatro exemplos que analisamos, o predicado estava expresso por verbos. Quando o núcleo do predicado é um verbo, temos um predicado verbal que pode ser um verbo intransitivo ou transitivo. O verbo transitivo, por sua vez, pode ser transitivo direto ou indireto.
Resumindo:
Predicado Verbal
a) verbo intransitivo. Ele sorriu.
b) verbo transitivo direto. Ele observava a paisagem.
c) verbo transitivo indireto. Ele falou de Rosita.
d) verbo transitivo direto e indireto. Ele ensinou a lição ao aluno.
Predicado nominal
Há casos, porém, em que o núcleo do predicado não é um verbo. A declaração que se faz sobre o sujeito não está contida no verbo (ou seja, o mais importante não é que a galinha "enche", ou que o galo "canta"), mas um substantivo ou adjetivo (que chamamos de "nomes") que se seguem ao verbo.
A galinha do vizinho é mais gorda.
O sujeito é "a galinha do vizinho". O núcleo do predicado não está contido no verbo ("é"), mas no adjetivo - "gorda". "Gorda" é o nome que se liga ao sujeito através de um verbo de ligação. "Gorda" é o predicativo do sujeito. O verbo de ligação tem a função de ligar o predicativo ao sujeito.
Verbos de ligação
O verbo de ligação pode indicar o tipo de relação que existe entre sujeito e predicativo. Os verbos de ligação mais freqüentes são: "ser", "estar", "ficar", "parecer", "permanecer" e "continuar". Além deles, vários outros verbos podem servir como verbo de ligação.
Vamos analisar as orações abaixo:
a) Joaquim é louco.
b) Joaquim parece louco.
c) Joaquim fica louco.
d) Joaquim anda louco.
Predicado verbo-nominal
Vamos observar a seguinte oração:
Maria chegou esbaforida.
Verificamos que o predicado possui dois núcleos. O primeiro é constituído pelo verbo intransitivo "chegou" e o segundo é constituído pelo adjetivo "esbaforida". Dizemos que o predicado é verbo-nominal, pois tem um núcleo verbal e outro nominal. Nesse caso, o predicativo refere-se ao sujeito, ou seja, "esbaforida" refere-se a "Maria". Temos um predicativo do sujeito. Observe agora uma outra situação.
O júri julgou o réu culpado.
O verbo transitivo ("julgou"), um objeto ("o réu") e um predicativo ("culpado") aparecem aqui. Temos um predicado verbo-nominal. Ele tem dois núcleos: um verbo e um adjetivo.
Se observarmos com mais cuidado, veremos algo importante. Nesse caso, o predicativo não se refere ao sujeito, mas sim ao objeto direto ("culpado" refere-se a "réu"). "Culpado" é um predicativo do objeto.